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A EUROPA AOS NOSSOS PÉS! F.C. PORTO CAMPEÃO EUROPEU 2003/2004
segunda-feira, abril 26, 2004
Um a um pela "Bola"
Vítor Baía
Mãos de aço, impecável a abandonar os postes, agilidade na hora de sair da baliza, defesas impossíveis quando o adversário já gritava golo. Estes atributos eram familiares as guarda-redes e conhecidos de quem gosta de futebol, mesmo de quem não gosta dele... Apesar de toda a carga psicológica de não ser eleito por Luiz Felipe Scolari para a Selecção Nacional, Vítor Baía conseguiu sempre separar as águas - nunca se mostrou fragilizado com isso, avançou para cada jogo com a classe que se sabe e fez uma das suas grandes temporadas, seguramente uma das melhores da carreira. Caminhou em grande estilo para o final da época, renovando o cantrato por mais três anos, num anúncio com pompa e circunstância, à altura do seu nome. Soma o seu oitavo título no FC Porto e revela, com firmeza, que está para durar. A sua experiência confere segurança um posto fundamental. É nos alicerces que se estrutura a solidez de um bom edifício e Baía assume papel de destaque na habitação de luxo do dragão.
Jorge Costa
Um imenso capitão, que renovou por dois anos, com a certeza no último contrato da sua preciosa carreira de futebolista. Apesar de marcado por uma época com duas lesões complicadas, dobrou as contrariedades e o melhor que se pode dizer dele é que o FC Porto passou por dificuldades sempre que o capitão não jogou. Ainda tem mais dois anos pela frente mas já fica na história pela qualidade, pela forma enérgica como carrega com a braçadeira e pela intransigência que demonstra na defesa dos superiores interesses do colectivo. Exemplar, contagiante, um lutador eterno que transmite assinalável capital de confiança para as bancadas, sempre com irrepreensível colocação sobre o terreno. É a voz de comando e não há companheiro que não lhe destine os maiores elogios. Porque ele merece, pela dedicação a uma causa que sempre defendeu com unhas e dentes e pelo amor à camisola que evidencia mesmo quando, por poupança ou impedimento físico ou disciplinar, ocupa um lugar no banco ou na bancada. Um líder na verdadeira acepção da palavra.
Paulo Ferreira
Demorou tanto a arrancar para a temporada que muitos duvidaram da capacidade de poder fazer outra grande temporada. Quando arrancou - e aconteceu em Novembro -, e recuperou as forças e a confiança que Mourinho sempre lhe deu, passou a ser o tal Paulo Ferreira, o desefa justamente cobiçado por grandes equipas europeias. Juntou ao melhor que teve da última temporada a dose necessária de experiência para ser incontestado no lugar.
Ricardo Carvalho
Um dia Pinto da Costa recusou vender o jagador, ainda a Europa o desconhecia. Fez muito bem. Esta é, sem dúvida, a época da confirmação como grande craque do futebol europeu. Fez quase todo o campeonato mais ao lado de Jorge Costa mas deu-se muito bem com Pedro Emanuel. Até descansar a primeira vez, em Barcelos. Uma segurança. O mal de todo o bem que fez é ter agora todo o mundo de olho nele, de Espanha e por aí dentro da Europa.
Nuno Valente
Talvez o mais regular dos defesas mais utilizados. A concorrência - Mário Silva e o improvisado Ricardo Costa - esteve sempre à altura mas continuou a ser a primeira opção de Mourinho. Fez bons jogos mas oscilou a meio da temporada, sem comprometer mas também sem brilhar, como tinha acontecido na última temporada. Claro que foi indiscutível... sempre que o físico não o atraiçoou. E por isso surgiu naturalmente nas convocatórias de Scolari.
Costinha
Ministro com a pasta das compensações, foi fundamental em diversos jogos, marcando em momentos importantíssimos. A época, até agora, fica decididamente marcada por aquele golo que bateu esse gigante chamado Manchester. A felicidade extrema que contribuiu para manter a bitola bem alta e continuar a motivar o interesse de clubes estrangeiros. No campeonato continuou a ser o trinco-recuperador com saldo elevadíssimo.
Maniche
Mais um toque de classe para o meio campo portista. Quando há dois anos chegou ao Porto duvidaram da utilidade da sua contratação; hoje todos o aclamam como imprescindível no onze portista. Foi, talvez o que mais notoriedade atingiu nesta época. Todos os campeonatos do mundo deviam ter um jogador como Maniche - inteligência, certeza no passe a longa distância, capacidade para surgir no melhor lugar para fazer o golo. Corrigiu a intempestividade com que atacava os lances. No segundo ano como dragão, o último? - fica a certeza de que contribuiu para as melhores exibições da equipa.
Deco
Problemas de ordem familiar impediram-no de ter o sossego necessário para um bom arranque de ano, depois de na campanha anterior ter colocado a fasquia bem elevada, comexibições de encher o olho. Isso, aliado à pressão relativa às notícias que davam como provável a sua saída para outras paragens, com Barcelona em plano de destaque, condicionou o seu rendimento. Mas o mágico ficou em Portugal e continuou a encantar, terminando a temporada em grande estilo. Marcou golos, fez assistências e empurrou o FC Porto para a vitória em muitos e muitos jogos nacionais e internacionais, dando criatividade e conferindo classe a uma equipa que funciona como um bloco e na qual é suposto não haver vedetas. Mas há. E escreve-se apenas com quatro letras. Os poderosos da Europa reconhecem isso e há quem jure que este ano é impossível segurá-lo.
Alenitchev
Aposta fundamental na Liga dos Campeões, sem o protagonismo e a evidência do ano passado nos desafios do campeonato, onde começou muitas jornadas no banco de suplentes. Mas o russo é uma das pedras preciosas deste plantel portista, assumindo-se, a par de Deco, como o dinamizador de um ataque que sempre foi bem servido. A provar que mantém a boa saúde física e mental está o facto de ser um dos potenciais eleitos para o Euro.
McCarthy
Goleador temível, cuja movimentação incomoda o mais prevenido dos centrais. Voltou ao FC Porto e deu toda a razão a Mourinho quando o técnico considerou ser ele a opção número um para a posição de maior destaque no sector ofensivo. Marcou que se fartou, conseguindo séries muito interessantes, mantendo o nível exibicional e a fixação pela baliza nas restantes provas em que a equipa estava envolvida. Numa época muito positiva, um ponto negativo: noitada em Vigo, nas vésperas do jogo da Luz, com o Benfica, incomodou o treinador e colocou-o em posição ingrata. Mas redimiu-se com o que melhor sabe fazer: golos. O dragão aplaudiu.
Derlei
Figura incontornável nos grandes êxitos da época passada, começou a actual campanha com a mesma sede de vitória. Participou em 15 jogos na SuperLiga e marcou 12 golos, liderando confortavelmente, a meio do campeonato, a lista de marcadores. Mas o azar bateu-lhe à porta em Alverca e o mundo pareceu desabar. Entre os lamentos, Pinto da Costa foi o primeiro a dar-lhe a mão, lembrando que mais nenhum avançado do mundo se lesionaria a jogar a defesa-direito. Viu o contrato renovado, o salário aumentado e ficou com outro ânimo para iniciar a penosa recuperação. E agora o ninja está pronto para regressar...
Carlos Alberto
Um craque na perspectiva da esmagadora maioria das pessoas que já o viram em acção. Mas há quem prefira esperar para ver no que dá o jovem artista que o FC Porto descobriu no Fluminense. Não é um produto acabado, como diz Mourinho, mas não restam dúvidas de que capacidades tem de sobra. Falta saber como tenciona explorar o seu futebol fino, elegante, terrivelmente desequilibrador. Já mostrou saber lidar com a pressão - Manchester foi uma lição - mas mostrou-se pouco à vontade perante um puxão de orelhas do treinador, após atraso na chegada a um treino. Episódio que não mancha uma amostra bem positiva na época de estreina na grande montra da Europa.
Maciel
A reabertura do mercado possibilitou a sua entrada no reino do dragão. Foi apresentado logo depois de se confirmar a gravidade da lesão de Derlei. Namoro antigo com casamento prefeito, na óptica de Mourinho, que, privado do seu concurso na Liga dos Campeões - jogara na Taça UEFA pelo Leiria -, nem hesitou em rotulá-lo de indiscutível no campeonato, tendo por isso sido titular em todas as partidas para as quais esteve disponível desde que chegou ao FC Porto, sempre num nível aceitável.
Pedro Mendes
Não é de dar nas vistas mas é de eficácia tremenda. Tem vindo a mostrar no FC Porto os atributos que evidenciara em Guimarães, integrando-se da melhor forma num grupo ganhador; no qual o seu prefil se encaixa na prefeição. É mola importante no meio-campo, com uma característica que agrada a qualquer técnico: é disciplinado tacticamente e ocupa os espaços com todo o rigor.
Sérgio Conceição
Um sentido regresso a casa com o reconhecimento de quem nunca negou as raízes. Quis, inicialmente, recuperar o ritmo perdido por muitas semanas de inactividade na Lazio mas nunca conseguiu ser fulgurante, apesar de aqui e ali evidenciar melhorias de rendimento. Na aplicação é intocável. Ou não fosse ele o Sérgio... coração.
Pedro Emanuel
Um suplente de luxo, com excelente sentido de balneário e excta percepção de que à sua frente no plantel tem dois gigantes do futebol portista. Tapado por Jorge Costa e Ricardo Carvalho, pedro Emanuel merece toda a confiança de José Mourinho, que não hesita em mantê-lo no onze para possibilitar descanso às suas torres do eixo defensivo. E sem oscilações na eficácia de uma zona nevrálgica do terreno.
Marco Ferreira
Outro cliente do departamento médico nos primeiros meses do ano, o que originou uma campanha intermitente, com altos e baixos e sem grandes rasgos de lucidez ofensiva. Mas é trunfo a ter em conta no ataque.
Ricardo Costa
Central por vocação, lateral-esquerdo por... obrigação. Foi mais utilizado num lugar que não é o seu mas ao qual se adapta, fazendo uso do óptimo sentido posicional e com bom jogo de cabeça, como Mourinho gosta. Não comprometeu nas vezes em que foi chamado. E até marcou um golo!
Jankauskas
Mais uma alternativa de grande valor no ataque. Quase sempre no banco, mostrou disponibilidade e inconformismo perante o estatuto de induscutível que o seu concorrente directo, McCarthy, assumiu. Mas nem por isso desxou de marcar, embora a média de golos tenha sido bastante inferior à de outros anos.
Ricardo Fernandes
Chegou com supresa ao FC Porto, num negócio que levu Clayton para Alvalade. Aos poucos foi aparecendo na equipa mas, com tão podersa concorrência, poucas foram as oportunidades de brilhar. Uma lesão sofrida em Dezembro apenas serviu para complicar o que já era difícil. Nunca baixou os braços e ressurgiu no final da época disposto a mostrar serviço.
Nuno
A opção número 1... na Taça de Portugal. No campeonato apenas se estreou quando o título estava praticamente garantido. É um valor sólido nas redes portistas. Com ele no banco Baía ficou proibido de adormecer.
Secretário
Nome consagrado no grupo, com carreira perto do final: Paulo Ferreira tapou-lhe todas as possibilidades de aparecer com maior destaque na equipa portista. Mesmo assim está no plantel e pode orgulhar-se de dizer que tem seis títulos nacionais com a camisola azul e branca.
Tiago
Pouco utilizado, aceitou ser cedido ao União de Leiria em Dezembro. Uma lesão à terceira jornada hipotecou as suas aspirações no FC Porto. Além disso, Costinha era uma sombra de respeito.
Mário Silva
Viveu esta época em travessia no deserto, apenas com um oásis quando Nuno Valente esteve lesionado. Nessa altura até arrancou aplausos ao exigente público portista mas Mourinho manteve-o longe da equipa e nem recorreu aos seus serviços em casos de emergência.
César Peixoto
Ameaçava assumir-se como uma das agradáveis surpresas da equipa portista quando em Marselha, na Liga dos Campeões, uma lesão no joelho o atirou para o bloco operatório. Voltou cinco meses depois, a tempo de dar uma mãozinha no esforço final dos portistas. Uma unidade a ter em conta para a próxima época.
Bosingwa
Começuo a época em plano positivo. Vindo do Boavista e com caracteristicas que lhe permitem desempenhar várias funções sobre a relva, atacou com vigor as oportunidades concedidas. Não foram muitas mas trata-se de um jovem de largo futuro e ainda com margem de progressão.
André Vilas Boas
Um minuto em campo, em Paços de Ferreira, numa aposta de Mourinho sem continuidade. Jogou muito pela equipa B e treinou-se algumas vezes com os principais, o que lhe dá esperança de se impor a breve prazo. Por enquanto já pode ir dizendo que é campeão.
Bruno Moraes
Tinha a equipa B como destino mas há muito se sabia que iria ter oportunidade de se mostrar a José Mourinho. É mais um investimento da SAD do FC Porto para o futuro, por enquanto sem correspondência. Mas as perspectivas são animadoras.
Hugo Almeida
Mourinho não o deixou sair no início da época. Mostrou que estava nos seus planos mas as oportunidades foram raras e este internacional português acabou por regressar a Leiria a meio da época. Tem a consolação de ter marcado na inauguração oficial do Estádio do Dragão.
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Mãos de aço, impecável a abandonar os postes, agilidade na hora de sair da baliza, defesas impossíveis quando o adversário já gritava golo. Estes atributos eram familiares as guarda-redes e conhecidos de quem gosta de futebol, mesmo de quem não gosta dele... Apesar de toda a carga psicológica de não ser eleito por Luiz Felipe Scolari para a Selecção Nacional, Vítor Baía conseguiu sempre separar as águas - nunca se mostrou fragilizado com isso, avançou para cada jogo com a classe que se sabe e fez uma das suas grandes temporadas, seguramente uma das melhores da carreira. Caminhou em grande estilo para o final da época, renovando o cantrato por mais três anos, num anúncio com pompa e circunstância, à altura do seu nome. Soma o seu oitavo título no FC Porto e revela, com firmeza, que está para durar. A sua experiência confere segurança um posto fundamental. É nos alicerces que se estrutura a solidez de um bom edifício e Baía assume papel de destaque na habitação de luxo do dragão.
Jorge Costa
Um imenso capitão, que renovou por dois anos, com a certeza no último contrato da sua preciosa carreira de futebolista. Apesar de marcado por uma época com duas lesões complicadas, dobrou as contrariedades e o melhor que se pode dizer dele é que o FC Porto passou por dificuldades sempre que o capitão não jogou. Ainda tem mais dois anos pela frente mas já fica na história pela qualidade, pela forma enérgica como carrega com a braçadeira e pela intransigência que demonstra na defesa dos superiores interesses do colectivo. Exemplar, contagiante, um lutador eterno que transmite assinalável capital de confiança para as bancadas, sempre com irrepreensível colocação sobre o terreno. É a voz de comando e não há companheiro que não lhe destine os maiores elogios. Porque ele merece, pela dedicação a uma causa que sempre defendeu com unhas e dentes e pelo amor à camisola que evidencia mesmo quando, por poupança ou impedimento físico ou disciplinar, ocupa um lugar no banco ou na bancada. Um líder na verdadeira acepção da palavra.
Paulo Ferreira
Demorou tanto a arrancar para a temporada que muitos duvidaram da capacidade de poder fazer outra grande temporada. Quando arrancou - e aconteceu em Novembro -, e recuperou as forças e a confiança que Mourinho sempre lhe deu, passou a ser o tal Paulo Ferreira, o desefa justamente cobiçado por grandes equipas europeias. Juntou ao melhor que teve da última temporada a dose necessária de experiência para ser incontestado no lugar.
Ricardo Carvalho
Um dia Pinto da Costa recusou vender o jagador, ainda a Europa o desconhecia. Fez muito bem. Esta é, sem dúvida, a época da confirmação como grande craque do futebol europeu. Fez quase todo o campeonato mais ao lado de Jorge Costa mas deu-se muito bem com Pedro Emanuel. Até descansar a primeira vez, em Barcelos. Uma segurança. O mal de todo o bem que fez é ter agora todo o mundo de olho nele, de Espanha e por aí dentro da Europa.
Nuno Valente
Talvez o mais regular dos defesas mais utilizados. A concorrência - Mário Silva e o improvisado Ricardo Costa - esteve sempre à altura mas continuou a ser a primeira opção de Mourinho. Fez bons jogos mas oscilou a meio da temporada, sem comprometer mas também sem brilhar, como tinha acontecido na última temporada. Claro que foi indiscutível... sempre que o físico não o atraiçoou. E por isso surgiu naturalmente nas convocatórias de Scolari.
Costinha
Ministro com a pasta das compensações, foi fundamental em diversos jogos, marcando em momentos importantíssimos. A época, até agora, fica decididamente marcada por aquele golo que bateu esse gigante chamado Manchester. A felicidade extrema que contribuiu para manter a bitola bem alta e continuar a motivar o interesse de clubes estrangeiros. No campeonato continuou a ser o trinco-recuperador com saldo elevadíssimo.
Maniche
Mais um toque de classe para o meio campo portista. Quando há dois anos chegou ao Porto duvidaram da utilidade da sua contratação; hoje todos o aclamam como imprescindível no onze portista. Foi, talvez o que mais notoriedade atingiu nesta época. Todos os campeonatos do mundo deviam ter um jogador como Maniche - inteligência, certeza no passe a longa distância, capacidade para surgir no melhor lugar para fazer o golo. Corrigiu a intempestividade com que atacava os lances. No segundo ano como dragão, o último? - fica a certeza de que contribuiu para as melhores exibições da equipa.
Deco
Problemas de ordem familiar impediram-no de ter o sossego necessário para um bom arranque de ano, depois de na campanha anterior ter colocado a fasquia bem elevada, comexibições de encher o olho. Isso, aliado à pressão relativa às notícias que davam como provável a sua saída para outras paragens, com Barcelona em plano de destaque, condicionou o seu rendimento. Mas o mágico ficou em Portugal e continuou a encantar, terminando a temporada em grande estilo. Marcou golos, fez assistências e empurrou o FC Porto para a vitória em muitos e muitos jogos nacionais e internacionais, dando criatividade e conferindo classe a uma equipa que funciona como um bloco e na qual é suposto não haver vedetas. Mas há. E escreve-se apenas com quatro letras. Os poderosos da Europa reconhecem isso e há quem jure que este ano é impossível segurá-lo.
Alenitchev
Aposta fundamental na Liga dos Campeões, sem o protagonismo e a evidência do ano passado nos desafios do campeonato, onde começou muitas jornadas no banco de suplentes. Mas o russo é uma das pedras preciosas deste plantel portista, assumindo-se, a par de Deco, como o dinamizador de um ataque que sempre foi bem servido. A provar que mantém a boa saúde física e mental está o facto de ser um dos potenciais eleitos para o Euro.
McCarthy
Goleador temível, cuja movimentação incomoda o mais prevenido dos centrais. Voltou ao FC Porto e deu toda a razão a Mourinho quando o técnico considerou ser ele a opção número um para a posição de maior destaque no sector ofensivo. Marcou que se fartou, conseguindo séries muito interessantes, mantendo o nível exibicional e a fixação pela baliza nas restantes provas em que a equipa estava envolvida. Numa época muito positiva, um ponto negativo: noitada em Vigo, nas vésperas do jogo da Luz, com o Benfica, incomodou o treinador e colocou-o em posição ingrata. Mas redimiu-se com o que melhor sabe fazer: golos. O dragão aplaudiu.
Derlei
Figura incontornável nos grandes êxitos da época passada, começou a actual campanha com a mesma sede de vitória. Participou em 15 jogos na SuperLiga e marcou 12 golos, liderando confortavelmente, a meio do campeonato, a lista de marcadores. Mas o azar bateu-lhe à porta em Alverca e o mundo pareceu desabar. Entre os lamentos, Pinto da Costa foi o primeiro a dar-lhe a mão, lembrando que mais nenhum avançado do mundo se lesionaria a jogar a defesa-direito. Viu o contrato renovado, o salário aumentado e ficou com outro ânimo para iniciar a penosa recuperação. E agora o ninja está pronto para regressar...
Carlos Alberto
Um craque na perspectiva da esmagadora maioria das pessoas que já o viram em acção. Mas há quem prefira esperar para ver no que dá o jovem artista que o FC Porto descobriu no Fluminense. Não é um produto acabado, como diz Mourinho, mas não restam dúvidas de que capacidades tem de sobra. Falta saber como tenciona explorar o seu futebol fino, elegante, terrivelmente desequilibrador. Já mostrou saber lidar com a pressão - Manchester foi uma lição - mas mostrou-se pouco à vontade perante um puxão de orelhas do treinador, após atraso na chegada a um treino. Episódio que não mancha uma amostra bem positiva na época de estreina na grande montra da Europa.
Maciel
A reabertura do mercado possibilitou a sua entrada no reino do dragão. Foi apresentado logo depois de se confirmar a gravidade da lesão de Derlei. Namoro antigo com casamento prefeito, na óptica de Mourinho, que, privado do seu concurso na Liga dos Campeões - jogara na Taça UEFA pelo Leiria -, nem hesitou em rotulá-lo de indiscutível no campeonato, tendo por isso sido titular em todas as partidas para as quais esteve disponível desde que chegou ao FC Porto, sempre num nível aceitável.
Pedro Mendes
Não é de dar nas vistas mas é de eficácia tremenda. Tem vindo a mostrar no FC Porto os atributos que evidenciara em Guimarães, integrando-se da melhor forma num grupo ganhador; no qual o seu prefil se encaixa na prefeição. É mola importante no meio-campo, com uma característica que agrada a qualquer técnico: é disciplinado tacticamente e ocupa os espaços com todo o rigor.
Sérgio Conceição
Um sentido regresso a casa com o reconhecimento de quem nunca negou as raízes. Quis, inicialmente, recuperar o ritmo perdido por muitas semanas de inactividade na Lazio mas nunca conseguiu ser fulgurante, apesar de aqui e ali evidenciar melhorias de rendimento. Na aplicação é intocável. Ou não fosse ele o Sérgio... coração.
Pedro Emanuel
Um suplente de luxo, com excelente sentido de balneário e excta percepção de que à sua frente no plantel tem dois gigantes do futebol portista. Tapado por Jorge Costa e Ricardo Carvalho, pedro Emanuel merece toda a confiança de José Mourinho, que não hesita em mantê-lo no onze para possibilitar descanso às suas torres do eixo defensivo. E sem oscilações na eficácia de uma zona nevrálgica do terreno.
Marco Ferreira
Outro cliente do departamento médico nos primeiros meses do ano, o que originou uma campanha intermitente, com altos e baixos e sem grandes rasgos de lucidez ofensiva. Mas é trunfo a ter em conta no ataque.
Ricardo Costa
Central por vocação, lateral-esquerdo por... obrigação. Foi mais utilizado num lugar que não é o seu mas ao qual se adapta, fazendo uso do óptimo sentido posicional e com bom jogo de cabeça, como Mourinho gosta. Não comprometeu nas vezes em que foi chamado. E até marcou um golo!
Jankauskas
Mais uma alternativa de grande valor no ataque. Quase sempre no banco, mostrou disponibilidade e inconformismo perante o estatuto de induscutível que o seu concorrente directo, McCarthy, assumiu. Mas nem por isso desxou de marcar, embora a média de golos tenha sido bastante inferior à de outros anos.
Ricardo Fernandes
Chegou com supresa ao FC Porto, num negócio que levu Clayton para Alvalade. Aos poucos foi aparecendo na equipa mas, com tão podersa concorrência, poucas foram as oportunidades de brilhar. Uma lesão sofrida em Dezembro apenas serviu para complicar o que já era difícil. Nunca baixou os braços e ressurgiu no final da época disposto a mostrar serviço.
Nuno
A opção número 1... na Taça de Portugal. No campeonato apenas se estreou quando o título estava praticamente garantido. É um valor sólido nas redes portistas. Com ele no banco Baía ficou proibido de adormecer.
Secretário
Nome consagrado no grupo, com carreira perto do final: Paulo Ferreira tapou-lhe todas as possibilidades de aparecer com maior destaque na equipa portista. Mesmo assim está no plantel e pode orgulhar-se de dizer que tem seis títulos nacionais com a camisola azul e branca.
Tiago
Pouco utilizado, aceitou ser cedido ao União de Leiria em Dezembro. Uma lesão à terceira jornada hipotecou as suas aspirações no FC Porto. Além disso, Costinha era uma sombra de respeito.
Mário Silva
Viveu esta época em travessia no deserto, apenas com um oásis quando Nuno Valente esteve lesionado. Nessa altura até arrancou aplausos ao exigente público portista mas Mourinho manteve-o longe da equipa e nem recorreu aos seus serviços em casos de emergência.
César Peixoto
Ameaçava assumir-se como uma das agradáveis surpresas da equipa portista quando em Marselha, na Liga dos Campeões, uma lesão no joelho o atirou para o bloco operatório. Voltou cinco meses depois, a tempo de dar uma mãozinha no esforço final dos portistas. Uma unidade a ter em conta para a próxima época.
Bosingwa
Começuo a época em plano positivo. Vindo do Boavista e com caracteristicas que lhe permitem desempenhar várias funções sobre a relva, atacou com vigor as oportunidades concedidas. Não foram muitas mas trata-se de um jovem de largo futuro e ainda com margem de progressão.
André Vilas Boas
Um minuto em campo, em Paços de Ferreira, numa aposta de Mourinho sem continuidade. Jogou muito pela equipa B e treinou-se algumas vezes com os principais, o que lhe dá esperança de se impor a breve prazo. Por enquanto já pode ir dizendo que é campeão.
Bruno Moraes
Tinha a equipa B como destino mas há muito se sabia que iria ter oportunidade de se mostrar a José Mourinho. É mais um investimento da SAD do FC Porto para o futuro, por enquanto sem correspondência. Mas as perspectivas são animadoras.
Hugo Almeida
Mourinho não o deixou sair no início da época. Mostrou que estava nos seus planos mas as oportunidades foram raras e este internacional português acabou por regressar a Leiria a meio da época. Tem a consolação de ter marcado na inauguração oficial do Estádio do Dragão.