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A EUROPA AOS NOSSOS PÉS! F.C. PORTO CAMPEÃO EUROPEU 2003/2004
sexta-feira, abril 30, 2004
Fim de época... ditos e não ditos.
Uma pessoa não necessita de saber em que jornada vai a SuperLiga, para saber que está perto do fim, basta para tal ler um jornal desportivo qualquer. Como já é habito, os jornais desportivos, e não só, tenhem a tendência de vender tudo e todos, é nomes e mais nomes, numeros e mais mumeros, fico sempre a sensação que estou no 1 de Abril.
Mas o que mais me espanta, é que já que gosto de vender e comprar jogadores como quem comprar uma simlpes camisa, podiam ao menos ser um pouquinho mais inteligentes, ora vejamos:
Se querem comprar jogadores para certos clubes, seria melhor arranjar-lhe antes forma de eles (esses clubes) terem capacidade financeira para o fazer.
Se querem que um dito clube seja campeão, não seria melhor antes de comprar jogadores, tentarem comprar o Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa.
Se querem vender os jogadores quase todos do F.C. Porto para que este não mais lute pelo título, não era melhor ligar para a SAD do F.C. Porto e preguntarem se estão com disposição de vender.
Se querem com tudo isto tentar perturbar a equipa do F.C. Porto, terão que arranjar outros argumentos, porque estes são pequeninos digestivos na boca do dragão.
Se querem realmente vender jornais, bater records de vendas, digam a verdade, escrevam sobre tudo de bom que se passam no futebol, falem dos que tenhem sucesso, sejam realistas, abram os vossos pequeninos olhos de uma vez por todas.
Mas o que mais me espanta, é que já que gosto de vender e comprar jogadores como quem comprar uma simlpes camisa, podiam ao menos ser um pouquinho mais inteligentes, ora vejamos:
Se querem comprar jogadores para certos clubes, seria melhor arranjar-lhe antes forma de eles (esses clubes) terem capacidade financeira para o fazer.
Se querem que um dito clube seja campeão, não seria melhor antes de comprar jogadores, tentarem comprar o Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa.
Se querem vender os jogadores quase todos do F.C. Porto para que este não mais lute pelo título, não era melhor ligar para a SAD do F.C. Porto e preguntarem se estão com disposição de vender.
Se querem com tudo isto tentar perturbar a equipa do F.C. Porto, terão que arranjar outros argumentos, porque estes são pequeninos digestivos na boca do dragão.
Se querem realmente vender jornais, bater records de vendas, digam a verdade, escrevam sobre tudo de bom que se passam no futebol, falem dos que tenhem sucesso, sejam realistas, abram os vossos pequeninos olhos de uma vez por todas.
terça-feira, abril 27, 2004
Ele é o ninja... o nosso ninja!
Jogo - Mas estava à espera de ver mais de 50 mil pessoas em pé a ovacioná-lo e a gritar pelo seu nome?
Derlei - Não estava à espera de um apoio tão grande. Tenho sido muito acarinhado, as pessoas gostam do meu trabalho, mas daquela forma não esperava. Foi uma sensação única que nunca mais vou viver na minha vida. Foi um incentivo para correr muito mais e para trabalhar muito mais.
ELE É O NINJA,
O NOSSO NINJA,
EM TODO O CAMPO,
SEMPRE A LUTAR,
SABEM QUE O GOLO,
ELE VAI MARCAR,
ELE É O NINJA,
O NINJA DERLEI.
Derlei - Não estava à espera de um apoio tão grande. Tenho sido muito acarinhado, as pessoas gostam do meu trabalho, mas daquela forma não esperava. Foi uma sensação única que nunca mais vou viver na minha vida. Foi um incentivo para correr muito mais e para trabalhar muito mais.
ELE É O NINJA,
O NOSSO NINJA,
EM TODO O CAMPO,
SEMPRE A LUTAR,
SABEM QUE O GOLO,
ELE VAI MARCAR,
ELE É O NINJA,
O NINJA DERLEI.
segunda-feira, abril 26, 2004
Um a um pela "Bola"
Vítor Baía
Mãos de aço, impecável a abandonar os postes, agilidade na hora de sair da baliza, defesas impossíveis quando o adversário já gritava golo. Estes atributos eram familiares as guarda-redes e conhecidos de quem gosta de futebol, mesmo de quem não gosta dele... Apesar de toda a carga psicológica de não ser eleito por Luiz Felipe Scolari para a Selecção Nacional, Vítor Baía conseguiu sempre separar as águas - nunca se mostrou fragilizado com isso, avançou para cada jogo com a classe que se sabe e fez uma das suas grandes temporadas, seguramente uma das melhores da carreira. Caminhou em grande estilo para o final da época, renovando o cantrato por mais três anos, num anúncio com pompa e circunstância, à altura do seu nome. Soma o seu oitavo título no FC Porto e revela, com firmeza, que está para durar. A sua experiência confere segurança um posto fundamental. É nos alicerces que se estrutura a solidez de um bom edifício e Baía assume papel de destaque na habitação de luxo do dragão.
Jorge Costa
Um imenso capitão, que renovou por dois anos, com a certeza no último contrato da sua preciosa carreira de futebolista. Apesar de marcado por uma época com duas lesões complicadas, dobrou as contrariedades e o melhor que se pode dizer dele é que o FC Porto passou por dificuldades sempre que o capitão não jogou. Ainda tem mais dois anos pela frente mas já fica na história pela qualidade, pela forma enérgica como carrega com a braçadeira e pela intransigência que demonstra na defesa dos superiores interesses do colectivo. Exemplar, contagiante, um lutador eterno que transmite assinalável capital de confiança para as bancadas, sempre com irrepreensível colocação sobre o terreno. É a voz de comando e não há companheiro que não lhe destine os maiores elogios. Porque ele merece, pela dedicação a uma causa que sempre defendeu com unhas e dentes e pelo amor à camisola que evidencia mesmo quando, por poupança ou impedimento físico ou disciplinar, ocupa um lugar no banco ou na bancada. Um líder na verdadeira acepção da palavra.
Paulo Ferreira
Demorou tanto a arrancar para a temporada que muitos duvidaram da capacidade de poder fazer outra grande temporada. Quando arrancou - e aconteceu em Novembro -, e recuperou as forças e a confiança que Mourinho sempre lhe deu, passou a ser o tal Paulo Ferreira, o desefa justamente cobiçado por grandes equipas europeias. Juntou ao melhor que teve da última temporada a dose necessária de experiência para ser incontestado no lugar.
Ricardo Carvalho
Um dia Pinto da Costa recusou vender o jagador, ainda a Europa o desconhecia. Fez muito bem. Esta é, sem dúvida, a época da confirmação como grande craque do futebol europeu. Fez quase todo o campeonato mais ao lado de Jorge Costa mas deu-se muito bem com Pedro Emanuel. Até descansar a primeira vez, em Barcelos. Uma segurança. O mal de todo o bem que fez é ter agora todo o mundo de olho nele, de Espanha e por aí dentro da Europa.
Nuno Valente
Talvez o mais regular dos defesas mais utilizados. A concorrência - Mário Silva e o improvisado Ricardo Costa - esteve sempre à altura mas continuou a ser a primeira opção de Mourinho. Fez bons jogos mas oscilou a meio da temporada, sem comprometer mas também sem brilhar, como tinha acontecido na última temporada. Claro que foi indiscutível... sempre que o físico não o atraiçoou. E por isso surgiu naturalmente nas convocatórias de Scolari.
Costinha
Ministro com a pasta das compensações, foi fundamental em diversos jogos, marcando em momentos importantíssimos. A época, até agora, fica decididamente marcada por aquele golo que bateu esse gigante chamado Manchester. A felicidade extrema que contribuiu para manter a bitola bem alta e continuar a motivar o interesse de clubes estrangeiros. No campeonato continuou a ser o trinco-recuperador com saldo elevadíssimo.
Maniche
Mais um toque de classe para o meio campo portista. Quando há dois anos chegou ao Porto duvidaram da utilidade da sua contratação; hoje todos o aclamam como imprescindível no onze portista. Foi, talvez o que mais notoriedade atingiu nesta época. Todos os campeonatos do mundo deviam ter um jogador como Maniche - inteligência, certeza no passe a longa distância, capacidade para surgir no melhor lugar para fazer o golo. Corrigiu a intempestividade com que atacava os lances. No segundo ano como dragão, o último? - fica a certeza de que contribuiu para as melhores exibições da equipa.
Deco
Problemas de ordem familiar impediram-no de ter o sossego necessário para um bom arranque de ano, depois de na campanha anterior ter colocado a fasquia bem elevada, comexibições de encher o olho. Isso, aliado à pressão relativa às notícias que davam como provável a sua saída para outras paragens, com Barcelona em plano de destaque, condicionou o seu rendimento. Mas o mágico ficou em Portugal e continuou a encantar, terminando a temporada em grande estilo. Marcou golos, fez assistências e empurrou o FC Porto para a vitória em muitos e muitos jogos nacionais e internacionais, dando criatividade e conferindo classe a uma equipa que funciona como um bloco e na qual é suposto não haver vedetas. Mas há. E escreve-se apenas com quatro letras. Os poderosos da Europa reconhecem isso e há quem jure que este ano é impossível segurá-lo.
Alenitchev
Aposta fundamental na Liga dos Campeões, sem o protagonismo e a evidência do ano passado nos desafios do campeonato, onde começou muitas jornadas no banco de suplentes. Mas o russo é uma das pedras preciosas deste plantel portista, assumindo-se, a par de Deco, como o dinamizador de um ataque que sempre foi bem servido. A provar que mantém a boa saúde física e mental está o facto de ser um dos potenciais eleitos para o Euro.
McCarthy
Goleador temível, cuja movimentação incomoda o mais prevenido dos centrais. Voltou ao FC Porto e deu toda a razão a Mourinho quando o técnico considerou ser ele a opção número um para a posição de maior destaque no sector ofensivo. Marcou que se fartou, conseguindo séries muito interessantes, mantendo o nível exibicional e a fixação pela baliza nas restantes provas em que a equipa estava envolvida. Numa época muito positiva, um ponto negativo: noitada em Vigo, nas vésperas do jogo da Luz, com o Benfica, incomodou o treinador e colocou-o em posição ingrata. Mas redimiu-se com o que melhor sabe fazer: golos. O dragão aplaudiu.
Derlei
Figura incontornável nos grandes êxitos da época passada, começou a actual campanha com a mesma sede de vitória. Participou em 15 jogos na SuperLiga e marcou 12 golos, liderando confortavelmente, a meio do campeonato, a lista de marcadores. Mas o azar bateu-lhe à porta em Alverca e o mundo pareceu desabar. Entre os lamentos, Pinto da Costa foi o primeiro a dar-lhe a mão, lembrando que mais nenhum avançado do mundo se lesionaria a jogar a defesa-direito. Viu o contrato renovado, o salário aumentado e ficou com outro ânimo para iniciar a penosa recuperação. E agora o ninja está pronto para regressar...
Carlos Alberto
Um craque na perspectiva da esmagadora maioria das pessoas que já o viram em acção. Mas há quem prefira esperar para ver no que dá o jovem artista que o FC Porto descobriu no Fluminense. Não é um produto acabado, como diz Mourinho, mas não restam dúvidas de que capacidades tem de sobra. Falta saber como tenciona explorar o seu futebol fino, elegante, terrivelmente desequilibrador. Já mostrou saber lidar com a pressão - Manchester foi uma lição - mas mostrou-se pouco à vontade perante um puxão de orelhas do treinador, após atraso na chegada a um treino. Episódio que não mancha uma amostra bem positiva na época de estreina na grande montra da Europa.
Maciel
A reabertura do mercado possibilitou a sua entrada no reino do dragão. Foi apresentado logo depois de se confirmar a gravidade da lesão de Derlei. Namoro antigo com casamento prefeito, na óptica de Mourinho, que, privado do seu concurso na Liga dos Campeões - jogara na Taça UEFA pelo Leiria -, nem hesitou em rotulá-lo de indiscutível no campeonato, tendo por isso sido titular em todas as partidas para as quais esteve disponível desde que chegou ao FC Porto, sempre num nível aceitável.
Pedro Mendes
Não é de dar nas vistas mas é de eficácia tremenda. Tem vindo a mostrar no FC Porto os atributos que evidenciara em Guimarães, integrando-se da melhor forma num grupo ganhador; no qual o seu prefil se encaixa na prefeição. É mola importante no meio-campo, com uma característica que agrada a qualquer técnico: é disciplinado tacticamente e ocupa os espaços com todo o rigor.
Sérgio Conceição
Um sentido regresso a casa com o reconhecimento de quem nunca negou as raízes. Quis, inicialmente, recuperar o ritmo perdido por muitas semanas de inactividade na Lazio mas nunca conseguiu ser fulgurante, apesar de aqui e ali evidenciar melhorias de rendimento. Na aplicação é intocável. Ou não fosse ele o Sérgio... coração.
Pedro Emanuel
Um suplente de luxo, com excelente sentido de balneário e excta percepção de que à sua frente no plantel tem dois gigantes do futebol portista. Tapado por Jorge Costa e Ricardo Carvalho, pedro Emanuel merece toda a confiança de José Mourinho, que não hesita em mantê-lo no onze para possibilitar descanso às suas torres do eixo defensivo. E sem oscilações na eficácia de uma zona nevrálgica do terreno.
Marco Ferreira
Outro cliente do departamento médico nos primeiros meses do ano, o que originou uma campanha intermitente, com altos e baixos e sem grandes rasgos de lucidez ofensiva. Mas é trunfo a ter em conta no ataque.
Ricardo Costa
Central por vocação, lateral-esquerdo por... obrigação. Foi mais utilizado num lugar que não é o seu mas ao qual se adapta, fazendo uso do óptimo sentido posicional e com bom jogo de cabeça, como Mourinho gosta. Não comprometeu nas vezes em que foi chamado. E até marcou um golo!
Jankauskas
Mais uma alternativa de grande valor no ataque. Quase sempre no banco, mostrou disponibilidade e inconformismo perante o estatuto de induscutível que o seu concorrente directo, McCarthy, assumiu. Mas nem por isso desxou de marcar, embora a média de golos tenha sido bastante inferior à de outros anos.
Ricardo Fernandes
Chegou com supresa ao FC Porto, num negócio que levu Clayton para Alvalade. Aos poucos foi aparecendo na equipa mas, com tão podersa concorrência, poucas foram as oportunidades de brilhar. Uma lesão sofrida em Dezembro apenas serviu para complicar o que já era difícil. Nunca baixou os braços e ressurgiu no final da época disposto a mostrar serviço.
Nuno
A opção número 1... na Taça de Portugal. No campeonato apenas se estreou quando o título estava praticamente garantido. É um valor sólido nas redes portistas. Com ele no banco Baía ficou proibido de adormecer.
Secretário
Nome consagrado no grupo, com carreira perto do final: Paulo Ferreira tapou-lhe todas as possibilidades de aparecer com maior destaque na equipa portista. Mesmo assim está no plantel e pode orgulhar-se de dizer que tem seis títulos nacionais com a camisola azul e branca.
Tiago
Pouco utilizado, aceitou ser cedido ao União de Leiria em Dezembro. Uma lesão à terceira jornada hipotecou as suas aspirações no FC Porto. Além disso, Costinha era uma sombra de respeito.
Mário Silva
Viveu esta época em travessia no deserto, apenas com um oásis quando Nuno Valente esteve lesionado. Nessa altura até arrancou aplausos ao exigente público portista mas Mourinho manteve-o longe da equipa e nem recorreu aos seus serviços em casos de emergência.
César Peixoto
Ameaçava assumir-se como uma das agradáveis surpresas da equipa portista quando em Marselha, na Liga dos Campeões, uma lesão no joelho o atirou para o bloco operatório. Voltou cinco meses depois, a tempo de dar uma mãozinha no esforço final dos portistas. Uma unidade a ter em conta para a próxima época.
Bosingwa
Começuo a época em plano positivo. Vindo do Boavista e com caracteristicas que lhe permitem desempenhar várias funções sobre a relva, atacou com vigor as oportunidades concedidas. Não foram muitas mas trata-se de um jovem de largo futuro e ainda com margem de progressão.
André Vilas Boas
Um minuto em campo, em Paços de Ferreira, numa aposta de Mourinho sem continuidade. Jogou muito pela equipa B e treinou-se algumas vezes com os principais, o que lhe dá esperança de se impor a breve prazo. Por enquanto já pode ir dizendo que é campeão.
Bruno Moraes
Tinha a equipa B como destino mas há muito se sabia que iria ter oportunidade de se mostrar a José Mourinho. É mais um investimento da SAD do FC Porto para o futuro, por enquanto sem correspondência. Mas as perspectivas são animadoras.
Hugo Almeida
Mourinho não o deixou sair no início da época. Mostrou que estava nos seus planos mas as oportunidades foram raras e este internacional português acabou por regressar a Leiria a meio da época. Tem a consolação de ter marcado na inauguração oficial do Estádio do Dragão.
Mãos de aço, impecável a abandonar os postes, agilidade na hora de sair da baliza, defesas impossíveis quando o adversário já gritava golo. Estes atributos eram familiares as guarda-redes e conhecidos de quem gosta de futebol, mesmo de quem não gosta dele... Apesar de toda a carga psicológica de não ser eleito por Luiz Felipe Scolari para a Selecção Nacional, Vítor Baía conseguiu sempre separar as águas - nunca se mostrou fragilizado com isso, avançou para cada jogo com a classe que se sabe e fez uma das suas grandes temporadas, seguramente uma das melhores da carreira. Caminhou em grande estilo para o final da época, renovando o cantrato por mais três anos, num anúncio com pompa e circunstância, à altura do seu nome. Soma o seu oitavo título no FC Porto e revela, com firmeza, que está para durar. A sua experiência confere segurança um posto fundamental. É nos alicerces que se estrutura a solidez de um bom edifício e Baía assume papel de destaque na habitação de luxo do dragão.
Jorge Costa
Um imenso capitão, que renovou por dois anos, com a certeza no último contrato da sua preciosa carreira de futebolista. Apesar de marcado por uma época com duas lesões complicadas, dobrou as contrariedades e o melhor que se pode dizer dele é que o FC Porto passou por dificuldades sempre que o capitão não jogou. Ainda tem mais dois anos pela frente mas já fica na história pela qualidade, pela forma enérgica como carrega com a braçadeira e pela intransigência que demonstra na defesa dos superiores interesses do colectivo. Exemplar, contagiante, um lutador eterno que transmite assinalável capital de confiança para as bancadas, sempre com irrepreensível colocação sobre o terreno. É a voz de comando e não há companheiro que não lhe destine os maiores elogios. Porque ele merece, pela dedicação a uma causa que sempre defendeu com unhas e dentes e pelo amor à camisola que evidencia mesmo quando, por poupança ou impedimento físico ou disciplinar, ocupa um lugar no banco ou na bancada. Um líder na verdadeira acepção da palavra.
Paulo Ferreira
Demorou tanto a arrancar para a temporada que muitos duvidaram da capacidade de poder fazer outra grande temporada. Quando arrancou - e aconteceu em Novembro -, e recuperou as forças e a confiança que Mourinho sempre lhe deu, passou a ser o tal Paulo Ferreira, o desefa justamente cobiçado por grandes equipas europeias. Juntou ao melhor que teve da última temporada a dose necessária de experiência para ser incontestado no lugar.
Ricardo Carvalho
Um dia Pinto da Costa recusou vender o jagador, ainda a Europa o desconhecia. Fez muito bem. Esta é, sem dúvida, a época da confirmação como grande craque do futebol europeu. Fez quase todo o campeonato mais ao lado de Jorge Costa mas deu-se muito bem com Pedro Emanuel. Até descansar a primeira vez, em Barcelos. Uma segurança. O mal de todo o bem que fez é ter agora todo o mundo de olho nele, de Espanha e por aí dentro da Europa.
Nuno Valente
Talvez o mais regular dos defesas mais utilizados. A concorrência - Mário Silva e o improvisado Ricardo Costa - esteve sempre à altura mas continuou a ser a primeira opção de Mourinho. Fez bons jogos mas oscilou a meio da temporada, sem comprometer mas também sem brilhar, como tinha acontecido na última temporada. Claro que foi indiscutível... sempre que o físico não o atraiçoou. E por isso surgiu naturalmente nas convocatórias de Scolari.
Costinha
Ministro com a pasta das compensações, foi fundamental em diversos jogos, marcando em momentos importantíssimos. A época, até agora, fica decididamente marcada por aquele golo que bateu esse gigante chamado Manchester. A felicidade extrema que contribuiu para manter a bitola bem alta e continuar a motivar o interesse de clubes estrangeiros. No campeonato continuou a ser o trinco-recuperador com saldo elevadíssimo.
Maniche
Mais um toque de classe para o meio campo portista. Quando há dois anos chegou ao Porto duvidaram da utilidade da sua contratação; hoje todos o aclamam como imprescindível no onze portista. Foi, talvez o que mais notoriedade atingiu nesta época. Todos os campeonatos do mundo deviam ter um jogador como Maniche - inteligência, certeza no passe a longa distância, capacidade para surgir no melhor lugar para fazer o golo. Corrigiu a intempestividade com que atacava os lances. No segundo ano como dragão, o último? - fica a certeza de que contribuiu para as melhores exibições da equipa.
Deco
Problemas de ordem familiar impediram-no de ter o sossego necessário para um bom arranque de ano, depois de na campanha anterior ter colocado a fasquia bem elevada, comexibições de encher o olho. Isso, aliado à pressão relativa às notícias que davam como provável a sua saída para outras paragens, com Barcelona em plano de destaque, condicionou o seu rendimento. Mas o mágico ficou em Portugal e continuou a encantar, terminando a temporada em grande estilo. Marcou golos, fez assistências e empurrou o FC Porto para a vitória em muitos e muitos jogos nacionais e internacionais, dando criatividade e conferindo classe a uma equipa que funciona como um bloco e na qual é suposto não haver vedetas. Mas há. E escreve-se apenas com quatro letras. Os poderosos da Europa reconhecem isso e há quem jure que este ano é impossível segurá-lo.
Alenitchev
Aposta fundamental na Liga dos Campeões, sem o protagonismo e a evidência do ano passado nos desafios do campeonato, onde começou muitas jornadas no banco de suplentes. Mas o russo é uma das pedras preciosas deste plantel portista, assumindo-se, a par de Deco, como o dinamizador de um ataque que sempre foi bem servido. A provar que mantém a boa saúde física e mental está o facto de ser um dos potenciais eleitos para o Euro.
McCarthy
Goleador temível, cuja movimentação incomoda o mais prevenido dos centrais. Voltou ao FC Porto e deu toda a razão a Mourinho quando o técnico considerou ser ele a opção número um para a posição de maior destaque no sector ofensivo. Marcou que se fartou, conseguindo séries muito interessantes, mantendo o nível exibicional e a fixação pela baliza nas restantes provas em que a equipa estava envolvida. Numa época muito positiva, um ponto negativo: noitada em Vigo, nas vésperas do jogo da Luz, com o Benfica, incomodou o treinador e colocou-o em posição ingrata. Mas redimiu-se com o que melhor sabe fazer: golos. O dragão aplaudiu.
Derlei
Figura incontornável nos grandes êxitos da época passada, começou a actual campanha com a mesma sede de vitória. Participou em 15 jogos na SuperLiga e marcou 12 golos, liderando confortavelmente, a meio do campeonato, a lista de marcadores. Mas o azar bateu-lhe à porta em Alverca e o mundo pareceu desabar. Entre os lamentos, Pinto da Costa foi o primeiro a dar-lhe a mão, lembrando que mais nenhum avançado do mundo se lesionaria a jogar a defesa-direito. Viu o contrato renovado, o salário aumentado e ficou com outro ânimo para iniciar a penosa recuperação. E agora o ninja está pronto para regressar...
Carlos Alberto
Um craque na perspectiva da esmagadora maioria das pessoas que já o viram em acção. Mas há quem prefira esperar para ver no que dá o jovem artista que o FC Porto descobriu no Fluminense. Não é um produto acabado, como diz Mourinho, mas não restam dúvidas de que capacidades tem de sobra. Falta saber como tenciona explorar o seu futebol fino, elegante, terrivelmente desequilibrador. Já mostrou saber lidar com a pressão - Manchester foi uma lição - mas mostrou-se pouco à vontade perante um puxão de orelhas do treinador, após atraso na chegada a um treino. Episódio que não mancha uma amostra bem positiva na época de estreina na grande montra da Europa.
Maciel
A reabertura do mercado possibilitou a sua entrada no reino do dragão. Foi apresentado logo depois de se confirmar a gravidade da lesão de Derlei. Namoro antigo com casamento prefeito, na óptica de Mourinho, que, privado do seu concurso na Liga dos Campeões - jogara na Taça UEFA pelo Leiria -, nem hesitou em rotulá-lo de indiscutível no campeonato, tendo por isso sido titular em todas as partidas para as quais esteve disponível desde que chegou ao FC Porto, sempre num nível aceitável.
Pedro Mendes
Não é de dar nas vistas mas é de eficácia tremenda. Tem vindo a mostrar no FC Porto os atributos que evidenciara em Guimarães, integrando-se da melhor forma num grupo ganhador; no qual o seu prefil se encaixa na prefeição. É mola importante no meio-campo, com uma característica que agrada a qualquer técnico: é disciplinado tacticamente e ocupa os espaços com todo o rigor.
Sérgio Conceição
Um sentido regresso a casa com o reconhecimento de quem nunca negou as raízes. Quis, inicialmente, recuperar o ritmo perdido por muitas semanas de inactividade na Lazio mas nunca conseguiu ser fulgurante, apesar de aqui e ali evidenciar melhorias de rendimento. Na aplicação é intocável. Ou não fosse ele o Sérgio... coração.
Pedro Emanuel
Um suplente de luxo, com excelente sentido de balneário e excta percepção de que à sua frente no plantel tem dois gigantes do futebol portista. Tapado por Jorge Costa e Ricardo Carvalho, pedro Emanuel merece toda a confiança de José Mourinho, que não hesita em mantê-lo no onze para possibilitar descanso às suas torres do eixo defensivo. E sem oscilações na eficácia de uma zona nevrálgica do terreno.
Marco Ferreira
Outro cliente do departamento médico nos primeiros meses do ano, o que originou uma campanha intermitente, com altos e baixos e sem grandes rasgos de lucidez ofensiva. Mas é trunfo a ter em conta no ataque.
Ricardo Costa
Central por vocação, lateral-esquerdo por... obrigação. Foi mais utilizado num lugar que não é o seu mas ao qual se adapta, fazendo uso do óptimo sentido posicional e com bom jogo de cabeça, como Mourinho gosta. Não comprometeu nas vezes em que foi chamado. E até marcou um golo!
Jankauskas
Mais uma alternativa de grande valor no ataque. Quase sempre no banco, mostrou disponibilidade e inconformismo perante o estatuto de induscutível que o seu concorrente directo, McCarthy, assumiu. Mas nem por isso desxou de marcar, embora a média de golos tenha sido bastante inferior à de outros anos.
Ricardo Fernandes
Chegou com supresa ao FC Porto, num negócio que levu Clayton para Alvalade. Aos poucos foi aparecendo na equipa mas, com tão podersa concorrência, poucas foram as oportunidades de brilhar. Uma lesão sofrida em Dezembro apenas serviu para complicar o que já era difícil. Nunca baixou os braços e ressurgiu no final da época disposto a mostrar serviço.
Nuno
A opção número 1... na Taça de Portugal. No campeonato apenas se estreou quando o título estava praticamente garantido. É um valor sólido nas redes portistas. Com ele no banco Baía ficou proibido de adormecer.
Secretário
Nome consagrado no grupo, com carreira perto do final: Paulo Ferreira tapou-lhe todas as possibilidades de aparecer com maior destaque na equipa portista. Mesmo assim está no plantel e pode orgulhar-se de dizer que tem seis títulos nacionais com a camisola azul e branca.
Tiago
Pouco utilizado, aceitou ser cedido ao União de Leiria em Dezembro. Uma lesão à terceira jornada hipotecou as suas aspirações no FC Porto. Além disso, Costinha era uma sombra de respeito.
Mário Silva
Viveu esta época em travessia no deserto, apenas com um oásis quando Nuno Valente esteve lesionado. Nessa altura até arrancou aplausos ao exigente público portista mas Mourinho manteve-o longe da equipa e nem recorreu aos seus serviços em casos de emergência.
César Peixoto
Ameaçava assumir-se como uma das agradáveis surpresas da equipa portista quando em Marselha, na Liga dos Campeões, uma lesão no joelho o atirou para o bloco operatório. Voltou cinco meses depois, a tempo de dar uma mãozinha no esforço final dos portistas. Uma unidade a ter em conta para a próxima época.
Bosingwa
Começuo a época em plano positivo. Vindo do Boavista e com caracteristicas que lhe permitem desempenhar várias funções sobre a relva, atacou com vigor as oportunidades concedidas. Não foram muitas mas trata-se de um jovem de largo futuro e ainda com margem de progressão.
André Vilas Boas
Um minuto em campo, em Paços de Ferreira, numa aposta de Mourinho sem continuidade. Jogou muito pela equipa B e treinou-se algumas vezes com os principais, o que lhe dá esperança de se impor a breve prazo. Por enquanto já pode ir dizendo que é campeão.
Bruno Moraes
Tinha a equipa B como destino mas há muito se sabia que iria ter oportunidade de se mostrar a José Mourinho. É mais um investimento da SAD do FC Porto para o futuro, por enquanto sem correspondência. Mas as perspectivas são animadoras.
Hugo Almeida
Mourinho não o deixou sair no início da época. Mostrou que estava nos seus planos mas as oportunidades foram raras e este internacional português acabou por regressar a Leiria a meio da época. Tem a consolação de ter marcado na inauguração oficial do Estádio do Dragão.
domingo, abril 25, 2004
20º Título do F.C. Porto
Ás 23.08 horas de sábado, o F.C. Porto conquistava 0 70º Campeonato Nacional, que é o seu 20º Campeonato Nacional.
José Mourinho já o havia dito, "talvez o festejemos o titulo no hotel", e realmente foi o que veio a acontecer, foi uma meia prenda de Victor Pontes para com o seu amigo Mourinho. E eis que começou desde logo a festa, rapidamente os adeptos de F.C. Porto tornaram a sossegada zona residencial do Foco no primeiro S. João antecipado (como já é habitual nos últimos anos). Os jogadores, esses, bem como toda a equipe técnica do F.C. Porto, não caiam em tão grande contentamento e vieram rápidamente para as janelas, para o hall de entrada do Hotel Tivoli confraternizar com os seus adeptos. E fizaram-o de uma forma extraordinária, simples mas rara, no meio dos adeptos, sem roupa, com roupa, de todas as formas, mas com os seus, sem qualquer tipo de complexos ou desníveis sociais, é a clara imagem do F.C. Porto e das suas gentes. Estou orgulhoso por pretencer a este magnifíco grupo.
sexta-feira, abril 23, 2004
A 53 horas e 45 minutos do titulo
Ao que tudo indica o F.C. Porto está a 53 horas e 45 minutos de se tornar Campeão Nacional 2003/2004, para tal, terá em principio que levar de vencida a equipa do Alverca F.C. no próximo domingo pelas 19.15 horas. Ao que acontecer, se tratará da primeira grande explosão de alegria a ter como palco o Estádio do Dragão, será sem dúvida um prémio mais que merecido para todos aqueles que idealizaram e tornaram possível a sua construção. Será talvez o titulo mais abrilhantado de todos dos últimos anos; será o 20º titulo nacional do F.C. Porto, será o 2º de José Mourinho, será o 1º do Estádio do Dragão e também não menos importante o facto de fazer assim 10 anos que os nossos iternos rivais ficam a chupar no dedo.
Também ao que tudo indica, a festa será ainda abrilhantada com a convocação de Derlei, "o ninja". O nosso homem letal está de volta e aparece numa altura crucial da época. A sua presença será certamente uma mais valia em todos os aspectos, quer para os companheiros de equipa, quer para a equipa técnica, como também e sem qualquer dúvida para os adeptos portistas. Quatro meses depois, ele ai está, "o ninja".
Também ao que tudo indica, a festa será ainda abrilhantada com a convocação de Derlei, "o ninja". O nosso homem letal está de volta e aparece numa altura crucial da época. A sua presença será certamente uma mais valia em todos os aspectos, quer para os companheiros de equipa, quer para a equipa técnica, como também e sem qualquer dúvida para os adeptos portistas. Quatro meses depois, ele ai está, "o ninja".
quinta-feira, abril 22, 2004
Tudo em aberto... para o Arena AufSchallke
Corunha é aqui mesmo ao lado, e continua a ter vista para o Arena AufSchallke, em Gelsenkirchen, na Alemanha.
Não foi um bom jogo de futebol, mas estamos a falar de uma meia-final da Liga dos Campeões, onde muita coisa está em jogo, uma oportunidade, um dia na história e muitos muitos milhões de euros. Como tal todo o tipo de jogo, estratégia, é permitida e aceitavél. O Deportivo da Corunha apresentou-se com a lição bem estudada, previlegiando de forma bastante visível o anti-jogo, a tentativa e só de controlo do meio campo, fê-lo com rigor e améstria. O F.C. Porto, perante tal situação, à qual não se adapta muita bem, sentiu desde logo grandes dificuldades perante o sistema imposto pelo Depor. Faltou um pouco mais de risco, de fulgor ofensivo e o retirar dos ombros um bocadinho do peso exercido nos jogadores pelo facto, real, de se tratar realmente de uma meia-final europeia, mais propriamente da Liga Milionária.
Há certamente os factores e condicionantes do jogo propriamente dito, mas, esses fazem parte integrante do mesmo, como tal, e importante, é que estamos no intervalo. E estamos bem, vamos começar um novo jogo que não deixa de ser uma segunda parte mas com visões distintas.
Ora vejamos:
O Corunha jogo em sua casa; é verdade que é a casa das reviravoltas e não menos verdade que o F.C. Porto ainda não perdeu fora para a Liga dos Campeões, preocupação acrescida para ambos os lados.
É verdade que o Corunha irá ter uma grande moldura humana de apoio, mas também sabe que o F.C. Porto já passeou por campos terríveis por essa Europa fora com exito total, dá que pensar pelo menos.
O Corunha jogou no Dragão, de forma compactada, aliada a um anti-jogo constante, agora vão ter que jogar um pouco de futebol, de alargar no terreno, e ai o F.C. Porto possue as armas que todos sabem, mestria e frieza quanto baste para colocar os espanhois em sentido.
O Corunha sabe que um único golo basta para seguir em frente, mas tem em mente que um golo portista vale a dobrar, quase ouro e que o F.C. Porto marcou sempre fora.
O Corunha pode efectuar a mesma estratégia e rezar por um golpe de génio, sorte ou algo mais, talvez deixar para os pénaltis, coisa que não estou a ver o F.C. Porto fazer de forma alguma, José Mourinho é ambicioso demais para ficar sentado à espera de um milagre, com José Mourinho é olhos nos olhos.
Amigos, estamos no intervalo, nada mais. Venha a segunda parte, venha lá esse jogo, que mais do que nós, são os jogadores que o querem o quanto antes.
Não foi um bom jogo de futebol, mas estamos a falar de uma meia-final da Liga dos Campeões, onde muita coisa está em jogo, uma oportunidade, um dia na história e muitos muitos milhões de euros. Como tal todo o tipo de jogo, estratégia, é permitida e aceitavél. O Deportivo da Corunha apresentou-se com a lição bem estudada, previlegiando de forma bastante visível o anti-jogo, a tentativa e só de controlo do meio campo, fê-lo com rigor e améstria. O F.C. Porto, perante tal situação, à qual não se adapta muita bem, sentiu desde logo grandes dificuldades perante o sistema imposto pelo Depor. Faltou um pouco mais de risco, de fulgor ofensivo e o retirar dos ombros um bocadinho do peso exercido nos jogadores pelo facto, real, de se tratar realmente de uma meia-final europeia, mais propriamente da Liga Milionária.
Há certamente os factores e condicionantes do jogo propriamente dito, mas, esses fazem parte integrante do mesmo, como tal, e importante, é que estamos no intervalo. E estamos bem, vamos começar um novo jogo que não deixa de ser uma segunda parte mas com visões distintas.
Ora vejamos:
O Corunha jogo em sua casa; é verdade que é a casa das reviravoltas e não menos verdade que o F.C. Porto ainda não perdeu fora para a Liga dos Campeões, preocupação acrescida para ambos os lados.
É verdade que o Corunha irá ter uma grande moldura humana de apoio, mas também sabe que o F.C. Porto já passeou por campos terríveis por essa Europa fora com exito total, dá que pensar pelo menos.
O Corunha jogou no Dragão, de forma compactada, aliada a um anti-jogo constante, agora vão ter que jogar um pouco de futebol, de alargar no terreno, e ai o F.C. Porto possue as armas que todos sabem, mestria e frieza quanto baste para colocar os espanhois em sentido.
O Corunha sabe que um único golo basta para seguir em frente, mas tem em mente que um golo portista vale a dobrar, quase ouro e que o F.C. Porto marcou sempre fora.
O Corunha pode efectuar a mesma estratégia e rezar por um golpe de génio, sorte ou algo mais, talvez deixar para os pénaltis, coisa que não estou a ver o F.C. Porto fazer de forma alguma, José Mourinho é ambicioso demais para ficar sentado à espera de um milagre, com José Mourinho é olhos nos olhos.
Amigos, estamos no intervalo, nada mais. Venha a segunda parte, venha lá esse jogo, que mais do que nós, são os jogadores que o querem o quanto antes.
Moldura impressionante
O dia começou muito cinzento, triste, com periodos de chuva, mas sem nunca retirar o calor do dia em causa, da cidade, até mesmo de uma região. Com o passar das horas, as mais pessimistas previsões iam se esfumando e tornando-se em pequenas nuvens entre grandes abertas. Era o reflexo das milhares de almas que com o aproximar da grande hora, se preparavam, se iam encaminhado, encontrando umas com as outras, com um só destino, o Estádio do Dragão. De tal forma, que ao contrário do que é habitual em nosso país, as pessoas, os portistas, foram se encaminhando para o Estádio bem cedo, como quase se de um domingo se trata-se.
Estamos a falar em nada mais do que 50.818 pessoas. Que com a prefeita colaboração dos SuperDragões e responsáveis azuis e brancos, permitiram, através de uma coreografia excelente, transformar o nosso Estádio num autêntico painel ilustrado para mais tarde recordar. Lindo, muito lindo.
Estamos a falar em nada mais do que 50.818 pessoas. Que com a prefeita colaboração dos SuperDragões e responsáveis azuis e brancos, permitiram, através de uma coreografia excelente, transformar o nosso Estádio num autêntico painel ilustrado para mais tarde recordar. Lindo, muito lindo.
segunda-feira, abril 19, 2004
O sonho continua...
José Mourinho, muito bem, apresentou-se em Aveiro com uma equipa diferente do habitual, quase que me atrevia a dizer, que prepositadamente o fez, para além de fazer descansar o jogadores mais utilizados com vista o jogo com o Desportivo da Corunha, mas também para que a festa do titulo seja festejada em pleno Estádio do Dragão.
Mas, enquanto que esse dia não chega, pelo meio, está agora, algum muito mais importante, a meia-final da Liga dos Campeões, ou seja, a primeira parte de um sonho. Já sabemos que vamos ter mais uma casa cheia no Estádio do Dragão, já sabemos que teremos uma equipa forte pela frente, falta saber como irá José Mourinho e a sua equipe técnica apresentar a equipa em campo. O F.C. Porto, aparentemente não tem vindo a realizar exibições de alto nível, pelo contrário, tem ficado uns furos abaixo do seu rendimento habitual. Estou em crer, que simplesmente se deve ao facto de grandes jogos se aproximarem. Certamente e por muito que o digam, estes jogos acabam por alterar o rendimento dos jogadores, são as possíveis lesões, é a anciedade, é o dia que nunca mais chega, é o culminar de uma grande época, já para não falar no Euro2004 que está ai à porta.
Mas, penso que na hora da verdade, na hora de subir ao relvado perante o seu público, os jogadores do F.C. Porto estarão ao nível do que nos habituaram e irão fazer jus ao seu valor e ambição sem limites. Por esta razão, quarta-feira, todos os caminhos irão dar ao Estádio do Dragão. Toda a atenção Nacional e Internacional passar-se-á em torno do F.C. Porto. Mais uma vez o F.C. Porto ao mais alto nível, mais uma vez o F.C. Porto acima de qualquer coisa, até mesmo do País, é que cada vez mais o País é o F.C. Porto. Custa muito mas é uma realidade.
A uma vitória do BiCampeonato
O F.C. Porto está a uma vitória de alcançar o Campeonato da SuperLiga 2003/2004, tornando-se assim bicampeão nacional.
Que melhor prenda podia o Estádio do Dragão desejar, é que ao que tudo indica, a festa do bicampeonato vai realizar-se no Estádio do Dragão no dia 25 de abril ás 19.15 h. Não é nessesário prever casa cheia, pois a nossa casa está sempre cheia, é a casa do Dragão!
Que melhor prenda podia o Estádio do Dragão desejar, é que ao que tudo indica, a festa do bicampeonato vai realizar-se no Estádio do Dragão no dia 25 de abril ás 19.15 h. Não é nessesário prever casa cheia, pois a nossa casa está sempre cheia, é a casa do Dragão!
sexta-feira, abril 16, 2004
Palavras de Maniche
JN - O seu contrato termina em 2006. Na terça-feira, no Funchal, disse que a sua renovação estava bem encaminhada. Vai renovar até quando?
Maniche - Renovo até ao ano que o F.C. Porto quiser. Já conversámos abertamente. O presidente conhece-me bem e sabe que quero ficar muitos anos no F.C. Porto.
JN - Até final da sua carreira?
Maniche - E porque não? Se me sinto bem aqui e se estou num clube que me recebeu de braços abertos... Nunca esquecerei o que o F.C. Porto fez por mim.
JN - E não coloca a possibilidade de trocar o F.C. Porto por outro clube?
Maniche - Neste momento, não. Tenho contrato com o F.C. Porto, sinto-me bem no F.C. Porto, mas se aparecer uma proposta fabulosa, o F.C. Porto é que tem de decidir se vale a pena...
JN - O interesse de outros clubes, como o Chelsea, não o afecta?
Maniche - Não. Aliás, desde já lhe digo que o interesse do Chelsea não é de agora, já vem da época passada e voltou a acontecer em Dezembro. E, diga-me, alguma vez mostrei estar afectado por esse interesse?...
JN - É ponto assente que vai continuar no F.C. Porto na próxima época?
Maniche - Acredito plenamente que vou continuar no F.C. Porto.
Maniche - Renovo até ao ano que o F.C. Porto quiser. Já conversámos abertamente. O presidente conhece-me bem e sabe que quero ficar muitos anos no F.C. Porto.
JN - Até final da sua carreira?
Maniche - E porque não? Se me sinto bem aqui e se estou num clube que me recebeu de braços abertos... Nunca esquecerei o que o F.C. Porto fez por mim.
JN - E não coloca a possibilidade de trocar o F.C. Porto por outro clube?
Maniche - Neste momento, não. Tenho contrato com o F.C. Porto, sinto-me bem no F.C. Porto, mas se aparecer uma proposta fabulosa, o F.C. Porto é que tem de decidir se vale a pena...
JN - O interesse de outros clubes, como o Chelsea, não o afecta?
Maniche - Não. Aliás, desde já lhe digo que o interesse do Chelsea não é de agora, já vem da época passada e voltou a acontecer em Dezembro. E, diga-me, alguma vez mostrei estar afectado por esse interesse?...
JN - É ponto assente que vai continuar no F.C. Porto na próxima época?
Maniche - Acredito plenamente que vou continuar no F.C. Porto.
quinta-feira, abril 15, 2004
Muito pobre
O Nacional da Madeira e o F.C.Porto empataram a zero bolas num jogo muito pobre. Felizmente que ficou zero a zero, pois, qualquer outro resultado seria uma injustiça para com a propria "bola", de tão mal tratada que foi.
Fica assim adiado o desejo de José Mourinho, em resolver o quanto antes a campeonato nacional para poder gerir os jogadores da melhor forma. Por este andar, ainda vamos ter campeonato até ao fim.
Fica assim adiado o desejo de José Mourinho, em resolver o quanto antes a campeonato nacional para poder gerir os jogadores da melhor forma. Por este andar, ainda vamos ter campeonato até ao fim.
quarta-feira, abril 14, 2004
Contratação do Ano
Está consumada a contratação do Ano do F.C. Porto. O F.C. Porto acaba de confirmar a contratação por 3 anos e mais um de opção, de nem mais nem menos, Jorge Nuno Pinto da Costa.
É uma contratação de alto luxo, de gabarito internacional, o F.C. Porto não podia, de facto, ter conseguido melhor contratação. É hoje um dia muito feliz para todos os portistas e não só, também para uma região, mas, provavelmente que para alguns lados, para muitos milhares de pessoas está notícia, da sua contratação, tenha caído que nem uma bomba.
É uma contratação de alto luxo, de gabarito internacional, o F.C. Porto não podia, de facto, ter conseguido melhor contratação. É hoje um dia muito feliz para todos os portistas e não só, também para uma região, mas, provavelmente que para alguns lados, para muitos milhares de pessoas está notícia, da sua contratação, tenha caído que nem uma bomba.
Loucura por Maniche
Não são apenas os adeptos portistas que estão entusiasmados com os mais recentes feitos de Maniche. Grandes clubes europeus mostram um interesse sério no futebolista, a começar pelo Chelsea, um dos potenciais adversários do F.C. Porto no que falta da Liga dos Campeões. O todo-poderoso Abramovich já quis saber das condições contratuais do jogador, mas há outros candidatos... A Roma está nessa lista e, por coincidência, observou-o no jogo com o Lyon, em que Maniche apontou dois golos, de execução com elevadíssimo grau de dificuldade, não é qualquer um que marca golos daqueles.
Mas ao que tudo indica, a SAD portista não está disposta a abrir mão do seu médio, e está já a pensar em renovar com o jogador. Como todos sabemos, foi o F.C. Porto que abriu as portas ao sucesso a Maniche, foi o F.C. Porto que ajudou o Maniche a crescer, é certamente o Maniche que tal vai reconhecer e querer retribuir ao F.C. Porto assinando por pelo menos mais duas épocas. Que grande jogador, que pulmão!
Melhor do Mundo para a CNN-Sports
O F.C. Porto está neste momento na liderança do ranking da CNN-Sports, prestigiado canal televisivo de informação que destaca as façanhas mais recentes das equipas mais conceituadas.
A vitória dos azuis e brancos não passou desprecebida a ninguém, por isso o F.C. Porto passou de quarto para primeiro, acumulando agora 114 pontos.
A CNN destaca que o F.C. Porto é aúnica equipa ainda em prova na UEFA Champions League que já venceu a competição (em 1987) e coloca os Dragões à frente de todos os outros semifinalistas da UEFA Champions League (Corunha, Mónaco e Chelsea).
A vitória dos azuis e brancos não passou desprecebida a ninguém, por isso o F.C. Porto passou de quarto para primeiro, acumulando agora 114 pontos.
A CNN destaca que o F.C. Porto é aúnica equipa ainda em prova na UEFA Champions League que já venceu a competição (em 1987) e coloca os Dragões à frente de todos os outros semifinalistas da UEFA Champions League (Corunha, Mónaco e Chelsea).
segunda-feira, abril 12, 2004
Capitães renovam
Devido à importância que tenhem para o clube e o facto de serem considerados uns símbolos, o F.C. Porto, ao contrário do que é normal, fez questão de realizar uma conferência de impressa para anunciar publicamente, perante os atletas, a renovação dos seus contratos. Assim a comunicação social pode filmar e fotografar o momento em que Vítor Baía assinou por três anos e Jorge Costa por dois.
Jorge Nuno Pinto da Costa mostrou o desejo de que os mesmos atletas quando terminarem estes contratos, permaneçam ligados ao F.C. Porto.
domingo, abril 11, 2004
Poemas de Vitor Mangas Ferreira
Depois de uma caminhada meritória
o Dragão não escama
vai atrás de mais uma vitória
sobre o Corunha de Espanha
Somos a chama do Dragão
na Corunha iremos mostrar
somos força do campeão
com a ânsia de ganhar
Baia o nosso guardião
as redes defendeu
com classe e coração
defendendo até o céu
É o guardião do nosso templo
o idolo da nossa nação
um jagador de classe e talento
um verdadeiro campeão
Mourinho o homem do leme
á frente dos campeões
mostrou que nada teme
tem por trás verdadeiros Dragões
Maniche o renegado
da Luz para o Dragão
mostrou que estava enganado
quem dispensou este campeão
Ricardo Carvalho o imperador
tem a Europa a seus pés
mostrou ser um vencedor
varre a área de léz a léz
Agora vem os Espanhois
depois de golearem o Milão
estarão em maus lençois
se substimarem o Dragão
A final está mesmo ali á mão
Porto e Corunha arrepiam caminho
vamos ver se o grito do Dragão
não ecoa de fininho
Já nem sei o que rimar
depois de feitos heróicos
vou parar de falar
e esperar feitos históricos
A final está mesmo ali á mão
venham os Ingleses ou Franceses
para já temos o Corunha no Dragão
na final tratamos de um desses...
o Dragão não escama
vai atrás de mais uma vitória
sobre o Corunha de Espanha
Somos a chama do Dragão
na Corunha iremos mostrar
somos força do campeão
com a ânsia de ganhar
Baia o nosso guardião
as redes defendeu
com classe e coração
defendendo até o céu
É o guardião do nosso templo
o idolo da nossa nação
um jagador de classe e talento
um verdadeiro campeão
Mourinho o homem do leme
á frente dos campeões
mostrou que nada teme
tem por trás verdadeiros Dragões
Maniche o renegado
da Luz para o Dragão
mostrou que estava enganado
quem dispensou este campeão
Ricardo Carvalho o imperador
tem a Europa a seus pés
mostrou ser um vencedor
varre a área de léz a léz
Agora vem os Espanhois
depois de golearem o Milão
estarão em maus lençois
se substimarem o Dragão
A final está mesmo ali á mão
Porto e Corunha arrepiam caminho
vamos ver se o grito do Dragão
não ecoa de fininho
Já nem sei o que rimar
depois de feitos heróicos
vou parar de falar
e esperar feitos históricos
A final está mesmo ali á mão
venham os Ingleses ou Franceses
para já temos o Corunha no Dragão
na final tratamos de um desses...
Um filme já visto.
Ricardo Carvalho, aos 85 minutos de jogo selou a 31ª vitória consecutiva em casa. Um filme já visto no jogo contra o Moreirense, pois também aqui o Maritimo praticamente não existiu e as múltiplas oportunidades de golo criadas pelo F.C. Porto ou acabavam no guardaredes contrário ou andavam a fimar o postes. Apesar de tudo isto, o F.C. Porto teve periodos de brilhantismo, com jogadas de envolvimento prefeito, não parecendo acusar o desgaste do jogo europeu. Deco, esse, parece agora estar a voltar à sua melhor forma, com promenores de grande classe, assumindo com frontalidade a responsabilidade de carregar a equipa para a frente, está a aparecer e bem no momento chave da época, parece até ser uma situação prepositada.
Mas quarta-feira há mais, e em caso de vitória o campeonato fica mesmo ali ao dobrar da esquina. Será uma sempre difícil deslocação à Madeira para defrontal o Nacional da Madeira que está num brilhante quarto lugar.
Mas quarta-feira há mais, e em caso de vitória o campeonato fica mesmo ali ao dobrar da esquina. Será uma sempre difícil deslocação à Madeira para defrontal o Nacional da Madeira que está num brilhante quarto lugar.
quinta-feira, abril 08, 2004
Inesquecível!...mas que ninguém nos diga irrepetível!
Inesquecível!...mas que ninguém nos diga irrepetível!
Esta é a última frase do livro (um sucesso por sinal) de José Mourinho.
Agora, ele (José Mourinho) diz:
«Não é que essa frase me venha à cabeça muitas vezes, mas as semanas vão passando, nós vamos aproximando-nos do final e chegamos à conclusão que de facto é possível. Acho que ninguém nos pode exigir nada, acho que ninguém pode dixer que é um fracasso se não o conseguirmos, mas também acho que é de facto possível voltar a ganhar tudo.»
«Pelas coisas estarem a acontecer com tanta fluidez, acho que não nos aprecebemos do que estamos a conseguir. Nem nós nem as pessoas. Principalmente aquelas que falam como que se isto fosse uma coisa natural ou fácil de conseguir. Acho que andamos todos nas nuvens.»
«Aconteça o que acontecer, é uma página brilhante na vida do clube, embora não trocasse a vitória na Taça UEFA por uma presença como semi-finalista vencido na meia-final da Liga dos Campeões, acho que é mais difícil chegar a esta meia-final do que ganhar a Taça UEFA.»
Esta é a última frase do livro (um sucesso por sinal) de José Mourinho.
Agora, ele (José Mourinho) diz:
«Não é que essa frase me venha à cabeça muitas vezes, mas as semanas vão passando, nós vamos aproximando-nos do final e chegamos à conclusão que de facto é possível. Acho que ninguém nos pode exigir nada, acho que ninguém pode dixer que é um fracasso se não o conseguirmos, mas também acho que é de facto possível voltar a ganhar tudo.»
«Pelas coisas estarem a acontecer com tanta fluidez, acho que não nos aprecebemos do que estamos a conseguir. Nem nós nem as pessoas. Principalmente aquelas que falam como que se isto fosse uma coisa natural ou fácil de conseguir. Acho que andamos todos nas nuvens.»
«Aconteça o que acontecer, é uma página brilhante na vida do clube, embora não trocasse a vitória na Taça UEFA por uma presença como semi-finalista vencido na meia-final da Liga dos Campeões, acho que é mais difícil chegar a esta meia-final do que ganhar a Taça UEFA.»
2ª "meia-final europeia" consecutiva
Tal como eu previa o F.C. Porto acaba de carimbar a passagem à "meia-final da Liga dos Campeões".
Ainda não vai muito tempo que alguém me prevenia para o facto de a Liga dos Campeões não ser propriamente a Taça UEFA, então deixei bem vincado que o F.C. Porto não era nem de longe nem de perto o Benfica. Agora passado algum tempo, passadas que estão algumas eliminatórias, tudo se resume a um país e uma só equipa.
terça-feira, abril 06, 2004
Blogs de referência portista
São cada vez mais os blogs de referencia portista, alguns deles:
O dragão
Sou portista com muito orgulho
Victor Jobling
Vitor Vitória
Portista
Portistas de Macedo
Roubos de igreja
Textos de Miguel S. Tavares
Curva
A Chama do Dragão
SoccerVip
Filha do Dragão
Pobo do Norte
A vida não está nada fácil, o tempo, esse, é cada vez mais escasso, o que ainda torna mais admirável a existência de mais e mais blogs portistas. Uma palavra de grande apreço a todos aqueles que dispõem de algum do seu tempo para proferir algumas palavras sobre o F.C. Porto, fazendo com que este para além de se tornar cada vez mais forte, seja divulgado por todo o mundo de forma tão apaixonada. Obrigado a todos e continuem, o F.C. Porto somos nós!
O dragão
Sou portista com muito orgulho
Victor Jobling
Vitor Vitória
Portista
Portistas de Macedo
Roubos de igreja
Textos de Miguel S. Tavares
Curva
A Chama do Dragão
SoccerVip
Filha do Dragão
Pobo do Norte
A vida não está nada fácil, o tempo, esse, é cada vez mais escasso, o que ainda torna mais admirável a existência de mais e mais blogs portistas. Uma palavra de grande apreço a todos aqueles que dispõem de algum do seu tempo para proferir algumas palavras sobre o F.C. Porto, fazendo com que este para além de se tornar cada vez mais forte, seja divulgado por todo o mundo de forma tão apaixonada. Obrigado a todos e continuem, o F.C. Porto somos nós!
segunda-feira, abril 05, 2004
Estádio do Dragão vence prémio Greenlight
A Comissão Europeia decidiu atribuir o prémio GREENLIGHT 2003 ao Estádio do Dragão. A entrega terá lugar no próximo dia 21 de Abril às 18.00h, no centro de congressos de Frankfurt.
A atribuição deste prémio deve-se à preocupação registada neste projecto no que diz respeito às políticas ambientais e ecológicas inerentes à modernidade do século XXI. Na concepção deste estádio esteve subjacente o cumprimento do protocolo de Quioto.
Este protocolo impõe um tecto nas emissões para a atmosfera de CO2 e outros gases responsáveis pelo o aumento do efeito de estufa (GEE), que contribuem para o aquecimento global do planeta.
Assim sendo, o estádio é Partner do programa europeu GREENLIGHT desde 13 de Novembro de 2003 (uma iniciativa da comissão europeia no domínio da promoção de fontes de energia renováveis).
O programa Europeu GREENLIGHT tem como meta os seguintes objectivos:
- Reduzir as emissões de CO2;
- Utilizar tecnologias para a economia de energia;
- Reduzir os custos de funcionamento;
- Melhorar a qualidade de iluminação e conforto dos utentes;
- Melhorar o desempenho económico;
- Utilizar lâmpadas de baixo consumo;
O Estádio do Dragão é pioneiro em Portugal e é reconhecido como Partner do GREENLIGHT e premiado como um dos melhores na luta contra o aquecimento global, beneficiando de programas europeus promocionais e divulgação internacional.
A atribuição deste prémio deve-se à preocupação registada neste projecto no que diz respeito às políticas ambientais e ecológicas inerentes à modernidade do século XXI. Na concepção deste estádio esteve subjacente o cumprimento do protocolo de Quioto.
Este protocolo impõe um tecto nas emissões para a atmosfera de CO2 e outros gases responsáveis pelo o aumento do efeito de estufa (GEE), que contribuem para o aquecimento global do planeta.
Assim sendo, o estádio é Partner do programa europeu GREENLIGHT desde 13 de Novembro de 2003 (uma iniciativa da comissão europeia no domínio da promoção de fontes de energia renováveis).
O programa Europeu GREENLIGHT tem como meta os seguintes objectivos:
- Reduzir as emissões de CO2;
- Utilizar tecnologias para a economia de energia;
- Reduzir os custos de funcionamento;
- Melhorar a qualidade de iluminação e conforto dos utentes;
- Melhorar o desempenho económico;
- Utilizar lâmpadas de baixo consumo;
O Estádio do Dragão é pioneiro em Portugal e é reconhecido como Partner do GREENLIGHT e premiado como um dos melhores na luta contra o aquecimento global, beneficiando de programas europeus promocionais e divulgação internacional.
1ª derrota na "SuperLiga"
Há muito que era espera a primeira derrota na superliga, apesar de muitos preverem uma passagem pela superliga sem derrotas, sempre achei que mais cedo ou mais tarde era iria acontecer. E muito sinceramente ainda bem que fui agora, acho até que foi na hora "H", estamos perante jogos importantissimos, de alto nível competitivo, e as pernas, essas, em alguns casos já pesam. Esta derrotar vai cair como um doping, um despertar para a realidade futebolistisca, estamos em três frentes, é complicado e nem todos se podem dar a esse luxo. Vêm ai o Olymp. Lyonnais, e sinceramente não tenho dúvidas algumas que estamos preparados, talvez mais do que nunca.
quinta-feira, abril 01, 2004
Palavras de Costinha "O Ministro"
Como é que sente e descreve a mística do F.C. Porto? Como é que se explica que num futebol de milhões, sobretudo depois do acórdão Bosman, uma equipa vinda de um dos países pobres da Europa consiga estar entre as melhores das melhores?
(Miguel Carvalho)
Deve-se a muita coisa. Deve-se ao presidente, porque desde que ele assumiu o cargo o clube só tem tido motivos para festejar, porque é alguém que se emprega de corpo e alma e trabalha para o clube e não se serve dele. Depois, temos um grande treinador, como no passado. Têm estabilidade, porque conseguem trabalhar dois ou três anos seguidos. Só o mister Octávio e, salvo erro, o Quinito, é que tiveram uma curta passagem pelo F.C. Porto como treinador principal, porque Octávio tem um historial imenso como adjunto e como jogador, inquestionável. A estabilidade é a base de tudo, depois a forma como os jogadores sentem a própria camisola. A maneira como vejo o Jorge Costa, o Secretário, o Vítor [Baía], o Sérgio [Conceição], que ganhou uma mística muito forte, saiu e voltou outra vez, é gratificante.
Os mais novos gostam de ouvir os conselhos dos mais velhos e seguem-nos. Por exemplo, em Belém, na época passada, a perdermos por 1-0 o Jorge Costa chega ao balneário ao intervalo e diz: se eu perco o jogo com estes gajos nunca mais jogo futebol na minha carreira. Ficámos a olhar para ele, vermelho e enervado, e ganhámos por 3-1. Acho que é uma boa expressão para perceber o que um jogador como o Jorge Costa sente pelo clube. Qual seria a atitude a tomar pelos colegas numa situação como aquela? Resignar? Será que vão segui-lo? A verdade é que o seguem e isso faz do F.C. Porto uma equipa diferente de todas as outras. Tem um orçamento alto em Portugal, mas se calhar dos mais baixinhos na Europa.
Uma equipa com jogadores como o Maniche, que toda a gente pensava que vinha para aqui encostar-se e é superior a toda a gente, porque quer ganhar, porque quer vencer. Lembro-me que nos primeiros jogos do Derlei as pessoas diziam que ele não marcava golos a ninguém, mas agora é um ídolo. Ao ouvirmos certas coisas também crescemos e também dá-nos qualquer coisinha que necessitamos, um pouco mais de adrenalina, de raiva e juntando isso tudo dá um poder muito forte. Eu sinto que sou uma pessoa escutada, se isso for mística, digo que tenho mística, mas os colegas é que têm de responder.
Eu identifico-me muito com este clube, tanto que quando deixei o Mónaco tive várias propostas. A primeira foi do Benfica, depois o Sporting, mas disse ao meu empresário que em Portugal só negociava com o F.C. Porto. Dei a minha palavra ao presidente Pinto da Costa em Novembro, entretanto saíram notícias nos jornais, ele telefonou-me, mas eu disse-lhe que não falto à minha palavra e assim foi. Acho que o Porto é um clube diferente de todos os outros, já via isso quando era miúdo, numa altura em que o clube era acusado de comprar árbitros e ganhava tudo, mas via os jogos e eles corriam do primeiro ao último minuto. Eles iam a Alvalade, à Luz, saíam dali apedrejados, mas davam o corpo às balas e para mim isso é importante.
É verdade que vocês têm um dia na semana para almoçar juntos (plantel) e discutirem entre vós os problemas que possam surgir entre jogadores?
(Luís Silva)
É verdade, almoçamos todos juntos uma vez por semana. Acho que é importante para a harmonia do grupo, para que os que falam menos se possam exprimir mais à vontade num restaurante, porque há mais galhofa e as pessoas estão mais despreocupadas. É importante entrosar os mais jovens, dar-lhes espaço para dizerem algo mais arrojado. Eu não me importo de ser chamado à atenção por um jovem no jogo ou no treino, eu gosto disso, porque mostra que está interessado. Por vezes o almoço serve para falarmos com alguém que joga menos e chamá-lo a atenção para alguns pormenores, porque um dia, se for chamado, se não trabalhar não pode dizer que a culpa é do treinador, porque ele é que não estava pronto. Posso ficar com azia, mas isso é bom, porque é sinal que uma pessoa quer jogar. O clube paga-lhe para isso. É caso para dizer: agora estás com azia, mas no fim do mês já não estás, porque está lá o salário. Então pensa naqueles que não trabalham e querem trabalhar, que não ganham e não querem ganhar. Se tens possibilidade de trabalhar e ganhar, estás triste? É chato não jogar, mas não passa disso. Em todo o lado do mundo será sempre assim, mas sei que se o Mourinho pudesse jogava com 28 jogadores.
Os jogadores do F.C. Porto parecem todos portistas desde pequeninos. Tem alguma explicação para este fenómeno? (Nuno Pinto)
Não. Não são portistas desde pequeninos, mas sentem o clube, a forma como as pessoas os abordam na rua, a forma como as pessoas trabalham para o clube e para os próprios jogadores e penso que isso é importante. Se as pessoas nos dão, nós também temos de dar. Se formos a ver é capaz de haver poucos portistas genuínos dentro do clube, se calhar há jogadores do Benfica, do Sporting, do Guimarães, não sei, isso não quer dizer que o jogador não dê a sua quota parte ao clube. Ser profissional é isso mesmo.
Se lhe dessem a escolher entre a Superliga, a Taça de Portugal ou a final da Liga dos Campeões, o que escolheria e porquê? (Gustavo Monteiro)
Vencer o campeonato está próximo de ser conseguido. A Liga dos Campeões é uma incógnita, porque são jogos de detalhes. Não posso escolher nenhum, porque gostaria de ganhar os três, embora esteja numa posição privilegiada. Neste momento só o Arsenal pode competir connosco, porque está envolvido em três frentes e também ainda não perdeu nenhum jogo.
Na sua opinião, e na opinião da equipa, acham que o Benfica vai trazer dificuldades no jogo da Taça? (Margarida Guedes)
É óbvio que sim, porque não ganha nada há muito tempo, esta época tem apenas uma competição que pode vencer, e é uma boa equipa. Tem um treinador que aprecio bastante, muito bom. Nós vamos tentar dificultar ao máximo a tarefa deles, porque queremos revalidar o título de campeões da Taça, por isso acho que vão ser 90 minutos de trabalho intenso, de muito bom futebol, de duas equipas que se respeitam mutuamente, mas com um respeito sem respeito, porque também não se pode ser muito bonzinho, porque nestas coisas a bondade também não ajuda. Era a final que nós queríamos, porque é melhor jogar com o Benfica do que com uma equipa mais pequena. Tem mais público, o jogo é mais bonito, se ganharmos é mais interessante, por isso vai ser difícil.
(Miguel Carvalho)
Deve-se a muita coisa. Deve-se ao presidente, porque desde que ele assumiu o cargo o clube só tem tido motivos para festejar, porque é alguém que se emprega de corpo e alma e trabalha para o clube e não se serve dele. Depois, temos um grande treinador, como no passado. Têm estabilidade, porque conseguem trabalhar dois ou três anos seguidos. Só o mister Octávio e, salvo erro, o Quinito, é que tiveram uma curta passagem pelo F.C. Porto como treinador principal, porque Octávio tem um historial imenso como adjunto e como jogador, inquestionável. A estabilidade é a base de tudo, depois a forma como os jogadores sentem a própria camisola. A maneira como vejo o Jorge Costa, o Secretário, o Vítor [Baía], o Sérgio [Conceição], que ganhou uma mística muito forte, saiu e voltou outra vez, é gratificante.
Os mais novos gostam de ouvir os conselhos dos mais velhos e seguem-nos. Por exemplo, em Belém, na época passada, a perdermos por 1-0 o Jorge Costa chega ao balneário ao intervalo e diz: se eu perco o jogo com estes gajos nunca mais jogo futebol na minha carreira. Ficámos a olhar para ele, vermelho e enervado, e ganhámos por 3-1. Acho que é uma boa expressão para perceber o que um jogador como o Jorge Costa sente pelo clube. Qual seria a atitude a tomar pelos colegas numa situação como aquela? Resignar? Será que vão segui-lo? A verdade é que o seguem e isso faz do F.C. Porto uma equipa diferente de todas as outras. Tem um orçamento alto em Portugal, mas se calhar dos mais baixinhos na Europa.
Uma equipa com jogadores como o Maniche, que toda a gente pensava que vinha para aqui encostar-se e é superior a toda a gente, porque quer ganhar, porque quer vencer. Lembro-me que nos primeiros jogos do Derlei as pessoas diziam que ele não marcava golos a ninguém, mas agora é um ídolo. Ao ouvirmos certas coisas também crescemos e também dá-nos qualquer coisinha que necessitamos, um pouco mais de adrenalina, de raiva e juntando isso tudo dá um poder muito forte. Eu sinto que sou uma pessoa escutada, se isso for mística, digo que tenho mística, mas os colegas é que têm de responder.
Eu identifico-me muito com este clube, tanto que quando deixei o Mónaco tive várias propostas. A primeira foi do Benfica, depois o Sporting, mas disse ao meu empresário que em Portugal só negociava com o F.C. Porto. Dei a minha palavra ao presidente Pinto da Costa em Novembro, entretanto saíram notícias nos jornais, ele telefonou-me, mas eu disse-lhe que não falto à minha palavra e assim foi. Acho que o Porto é um clube diferente de todos os outros, já via isso quando era miúdo, numa altura em que o clube era acusado de comprar árbitros e ganhava tudo, mas via os jogos e eles corriam do primeiro ao último minuto. Eles iam a Alvalade, à Luz, saíam dali apedrejados, mas davam o corpo às balas e para mim isso é importante.
É verdade que vocês têm um dia na semana para almoçar juntos (plantel) e discutirem entre vós os problemas que possam surgir entre jogadores?
(Luís Silva)
É verdade, almoçamos todos juntos uma vez por semana. Acho que é importante para a harmonia do grupo, para que os que falam menos se possam exprimir mais à vontade num restaurante, porque há mais galhofa e as pessoas estão mais despreocupadas. É importante entrosar os mais jovens, dar-lhes espaço para dizerem algo mais arrojado. Eu não me importo de ser chamado à atenção por um jovem no jogo ou no treino, eu gosto disso, porque mostra que está interessado. Por vezes o almoço serve para falarmos com alguém que joga menos e chamá-lo a atenção para alguns pormenores, porque um dia, se for chamado, se não trabalhar não pode dizer que a culpa é do treinador, porque ele é que não estava pronto. Posso ficar com azia, mas isso é bom, porque é sinal que uma pessoa quer jogar. O clube paga-lhe para isso. É caso para dizer: agora estás com azia, mas no fim do mês já não estás, porque está lá o salário. Então pensa naqueles que não trabalham e querem trabalhar, que não ganham e não querem ganhar. Se tens possibilidade de trabalhar e ganhar, estás triste? É chato não jogar, mas não passa disso. Em todo o lado do mundo será sempre assim, mas sei que se o Mourinho pudesse jogava com 28 jogadores.
Os jogadores do F.C. Porto parecem todos portistas desde pequeninos. Tem alguma explicação para este fenómeno? (Nuno Pinto)
Não. Não são portistas desde pequeninos, mas sentem o clube, a forma como as pessoas os abordam na rua, a forma como as pessoas trabalham para o clube e para os próprios jogadores e penso que isso é importante. Se as pessoas nos dão, nós também temos de dar. Se formos a ver é capaz de haver poucos portistas genuínos dentro do clube, se calhar há jogadores do Benfica, do Sporting, do Guimarães, não sei, isso não quer dizer que o jogador não dê a sua quota parte ao clube. Ser profissional é isso mesmo.
Se lhe dessem a escolher entre a Superliga, a Taça de Portugal ou a final da Liga dos Campeões, o que escolheria e porquê? (Gustavo Monteiro)
Vencer o campeonato está próximo de ser conseguido. A Liga dos Campeões é uma incógnita, porque são jogos de detalhes. Não posso escolher nenhum, porque gostaria de ganhar os três, embora esteja numa posição privilegiada. Neste momento só o Arsenal pode competir connosco, porque está envolvido em três frentes e também ainda não perdeu nenhum jogo.
Na sua opinião, e na opinião da equipa, acham que o Benfica vai trazer dificuldades no jogo da Taça? (Margarida Guedes)
É óbvio que sim, porque não ganha nada há muito tempo, esta época tem apenas uma competição que pode vencer, e é uma boa equipa. Tem um treinador que aprecio bastante, muito bom. Nós vamos tentar dificultar ao máximo a tarefa deles, porque queremos revalidar o título de campeões da Taça, por isso acho que vão ser 90 minutos de trabalho intenso, de muito bom futebol, de duas equipas que se respeitam mutuamente, mas com um respeito sem respeito, porque também não se pode ser muito bonzinho, porque nestas coisas a bondade também não ajuda. Era a final que nós queríamos, porque é melhor jogar com o Benfica do que com uma equipa mais pequena. Tem mais público, o jogo é mais bonito, se ganharmos é mais interessante, por isso vai ser difícil.